quarta-feira, 18 de novembro de 2015

TEXTO 3O2/ 2O15 / A SESTA E OS DEUSES/PROSA

                                            A SESTA E OS DEUSES/PROSA


















 


              Momentos de relaxamento interior, de descanso merecido por criaturas comuns ou de qualquer condição, em qualquer camada da sociedade. A dona de casa, a estudante, o comerciante, o profissional liberal, o vendedor, o professor desde que vivam de uma forma mais pacata em cidades de pequeno porte, cidades do interior e não nas loucuras das granes cidades.


        Alma que transcende, liberta- se das preocupações do cotidiano e entrega-se ao deus Hipnus ou Somnus assim denominado em Roma antiga.


        Sabiamente a mitologia explica que Hipnus tem um irmão gêmeo, ora quem seria ele senão a morte, ou seja, Tânato, que muitos chamam de sono eterno e de tão semelhante há quem dorme e seja confundido com morto e outros que estão mortos com um ar de satisfação e prazer que são tidos como se estivessem no mais belo sono, mergulhados na Fantasia, única filha mulher de Hipnus e criadora de devaneios e quimeras. Em momento conturbado ela pode criar os monstros


                 Em Esparta Hipnus era representado pelo irmão gêmeo, tal a semelhança.


Creio que isso causa o medo de dormir que algumas pessoas apresentam em algumas épocas da vida, principalmente, quando acompanhado Ícelo, criador de pesadelos.


                 Hipnus tem outros irmãos que o acompanham e um deles é Hespérides à tarde e o sono à tarde é, justamente, a sesta restauradora e benfazeja, mas há outros irmãos de Hipnus e Hespérides que é Lete o esquecimento. Vejamos, então que Hipnus ou Hespérides podem estar acompanhados de Fantasia e tudo pode resultar em Lete ou esquecimento. Entretanto, pode ocorrer a companhia desejada e agradável de Morfeu, irmão de Fantasia, e criador dos sonhos.


                Outros irmãos são muito significativos e nos explicam conhecimentos tidos como verdadeiros. Kero é o destino do homem em seus momentos finais que antecedem a morte e que encaminham o homem para o caminho espiritual. Outro irmão é Moro o quinhão que cada um receberá em vida e que entendo acompanha Hipnus desde o início.


               Sono, sesta, morte, momentos em que a alma repousa e pode se afastar do corpo, metaforicamente quando repousa ou descansa e em definitivo quando se entrega a Tânato.


               Que não nos enganemos com estes irmãos que eu creio pode ter seduzido muitos que se entregaram a Tânato acreditando ser Hipnus imaginando que iam encontrar Morfeu e se depararam com Kero devido a Até o erro.


 


                                  Isabel C S Vargas
                                  Pelotas/RS/Brasil





























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