terça-feira, 3 de maio de 2016

SVAI/ DIA DE LA MADRE/ÀS MÃES E AOS FILHOS

               




Em minha memória
Guardo tesouros inimagináveis
Pedidos de colo
Solicitados com doçura
Guardo colos macios
Ofertados com amor
“Mãe”! Pronunciado repetidamente
Guardo sorrisos doces
Gargalhadas inocentes
E também sorrisos timidamente esboçados
Lembro de cuidados,
Zelo materno e filial
Lembro de avós duplamente mães
Lembro de mães com filhos nos braços
Mas, dolorosamente, lembro mães
Cujos filhos foram arrancados
Na ciranda infindável
Deste grande carrossel
Que nunca pára de girar
Para felicidade de uns
E desgraça de outrem.
Por isso nesta data
Lembro de todas as mulheres
A das Alegrias
E as das Dores
Dos partos às avessas
Que ao invés de terem seus filhos no colo
Os tiveram entregues a Deus
A quem pedimos humildemente
Misericórdia!!!
Para conseguir sobreviver
Sem os rebentos no regaço.
E por passarem esta data
Sem os terem ao lado
Embora estejam sempre
E para toda eternidade
Na memória e no coração.


                                                                               Isabel C.S.Vargas
                                                        PELOTAS/RS/BRASIL










segunda-feira, 2 de maio de 2016

CIRANDA PUBLICADA/ A VIDA CAMINHA


PARTICIPANTES

1- Maria Olga de Oliveira Lima
2- Clara da Costa
3- Yna Beta
4- Theca Angel
5- Márcia Larangeira
6- Eline Santos
7- JAS
8- Edilson Xavier de Menezes/Edmen
9- Nelson Carvalho
10- Isabel C S Vargas
11- José Ernesto Ferraresso
12- Humberto-Poeta
13- Nilza Stringhetta Rossi
14- Osmarosman Aedo (IWA) Poetas del Mundo
15- Maria de Fátima Delfina de Moraes
16- Sonia Nogueira
17- João Coelho dos Santos
18- Marinez Stringhetta/Mara Poeta
19- Virgilio Roque
20- Beki Bassan
21- Glória Tabet Marson
22- There Válio
23- Cássia Vicente
24- Mifori
25- Paulo Silveira de Ávila
26- Nidia Vargas Potsch
27- Vitória Lynn
28- Eugénio de Sá
29- ClariceWiec
30- Zenaide Giovinazzo
31- Ilze Soares
32- Cida Micossi
33- Rita Rocha
34- José Hilton Rosa
35- Luiz Grijo

 

A Vida Caminha...
Maria Olga de Oliveira Lima

Segue a vida em seu caminho.
Você: Meu Doce Bem, Meu Arrimo.
Teus Braços: Meu Regaço, Meu Colo, Meu Ninho.


A Vida Caminha...
Clara da Costa

No palco de nossos sentimentos,
A vida segue, bailando ao vento...
Eu e você : cenário da poesia pairando no ar.


A Vida Caminha ...

Yna Beta

Tentei um diálogo,
Você não quis escutar.
E assim a vida caminha...
Seu erro, não vou perdoar!


A Vida Caminha...

Theca Angel

Cada volta intensa do relógio que passa,
Fala de nossa vida escapando acelerada
Momento desta caminhada que avança
Mostrando que vale ser feliz, mais nada!


A VIDA CAMINHA
Márcia Larangeira
Alkmaar - Holanda

Minha vida segue sem destino
Sem amor, sem você ...só desatino
E sem forças, nem esperança...sem milagre divino


A Vida Caminha...
Eline Santos

Esperei por tanto tempo esse amor tão sublimado
Na ausência dos teus beijos
Segui minha vida, segui teus passos


A Vida Caminha...
JAS

Há um tempo em que é preciso abandonar
as nossas coisas usadas, e se não tivermos coragem
para essa travessia,
ficaremos para sempre ligados a nós mesmos.


A vida caminha
Edilson Xavier de Menezes/Edmen

O tempo é curto, mas nele, a vida caminha,
parecendo solitária e sozinha...
Mas é a vida em expansão,
sempre amada, idolatrada
com emoção.


A Vida Caminha
Nelson Carvalho

A vida caminha
Não sabemos para onde
E esta a eterna adivinha...


A Vida Caminha
Isabel C S Vargas

A vida caminha
Ora com passos trôpegos,
Ora como à galope, ou em disparada.
Tenho, então, que acertar o passo com ela
Sob pena de me perder no caminho.


A Vida Caminha
José Ernesto Ferraresso

Nessa vida tudo passa,
segundos , momentos , instantes,
nela compartilhamos constante...


TEATRO DA VIDA
Humberto Rodrigues Neto

Assim como acontece no teatro,
a vida também guarda a mesma média,
pois mescla ao riso da alegria nédia
os dissabores de um momento atro.

Da vida somos, pois, o anfiteatro
de co-partícipes de uma comédia,
ou dos distúrbios de uma vil tragédia
que às vezes nos atinge a três por quatro.

Mas o destino, em condição expressa,
execra o ator que pouco se interessa
no aprimorar as suas encenações.

Da vida o palco não faz concessões,
pois Deus, que é o próprio Diretor da peça,
não quer saber de artistas canastrões!


A Vida Caminha

Nilza Stringhetta Rossi

Caminhar é viver
Em crescente aprendizagem
Crescer no caminhar
Enquanto as mãos abrem o caminho
Vias por onde tudo começa
No sucesso da mente sã, inabalável escudo.
Mudo de palavras, repleto de sabedoria.



CIRANDA PUBLICADA/INVERNO NA ALMA



PARTICIPANTES

1- José Ernesto Ferraresso
2- Clara da Costa
3- Humberto Poeta
4- José Hilton Rosa
5- Nidia Vargas Potsch
6- Maria de Fátima Delfina de Moraes
7- Yeda Chiviacowsky
8- Glória Tabet Marson
9- Maria Olga de Oliveira Lima
10- Yna Beta
11- Theca Angel
12- Eline Santos
13- Nelson Carvalho
14- Edilson Xavier de Menezes/Edmen
15- Gina Maia
16- Marinez Stringhetta/Mara poeta
17- Isabel C S Vargas
18- Sonia Nogueira
19- Osmarosman Aedo (IWA) Poetas del Mundo
20- Nilza Stringhetta Rossi
21- João Coelho dos Santos
22- Mifori
23 Theca Angel
24- Nidia Vargas Potsch
25- Osmarosman Aedo
26- There Válio
27- Cássia Vicente
28- Zenaide Giovinazzo
29- Ilze Soares
30-Márcia Larangeira
31- Rita Rocha



Inverno na Alma

O frio treme teu corpo
a garoa fina te molha sensual
revelas nesta cena um rosto angelical.

José Erneso Ferraresso


Inverno na Alma

A tristeza de um olhar vagueia na janela,
desperta uma melancolia na alma,
enquanto a garoa flutua lá fora.

Clara da Costa


Inverno na Alma

O nosso inverno, querida,
é um florir de primaveras
no outono da nossa vida!

Humberto Poeta


Inverno na Alma

Quisera minha alma, filha, anjo de Deus
Retornar ao seu lar e meu mundo salvar
No inverno em seus braços me abraçar e amar

José Hilton Rosa


Inverno na Alma

Todas as vezes
que a saudade invade
o já combalido coração...

@Mensageir@


Inverno na Alma

A garoa fina a molhar-me os cabelos,
minha alma viaja no desejo do teu corpo.
Vou buscar o teu abraço para me aquecer.

Maria de Fátima Delfina de Moraes


Inverno na Alma

Deixaste comigo lembranças.
Minha alma segue sozinha,
triste é o meu caminhar...

Yeda Chiviacowsky


Inverno na Alma

É inverno na minha alma
e a tristeza que me arrasa
tem uma razão: você!...

Glória Tabet Marson


Inverno na Alma

Lá fora, o inverno apavora...
Cá dentro, a lareira aquece timidamente...
Nossas almas, envoltas em nosso eterno amor...

Maria Olga de Oliveira Lima


Inverno na Alma

Lá fora, cai a neve...
Enquanto no íntimo de mim,
a garoa congela minh’alma.

Yna Beta


Inverno na Alma

O pranto escorre suave
Enquanto a alma contempla
O frio da tristeza penetra-lhe a alma.

Theca Angel


Inverno na Alma

Se teus olhos confessam a tristeza, meu coração alucinado dispara,
Com medo do medonho medo que destrói
E que fará inverno em minh’alma.

Eline Santos


Inverno na Alma

Eleva a tal ponto a tua alma,
que as ofensas não a possam alcançar
nem com o rigor do inverno.

Nelson Carvalho


Inverno na Alma

É inverno lá fora,
cá dentro, minh’alma chora,
um choro sentido, igual uivo do vento.

Edilson Xavier de Menezes/Edmen


Inverno na Alma

A vida se gasta numa corrida, sem calma.
Da densa floresta p’ra mim foste a flor.
Um amor, um verão que morreu;deixou-me o inverno na alma.

Gina Maia


Inverno na Alma

Que o inverno seja apenas estação
Jamais encontre
As portas da alma e coração!

Marinez Stringhetta/Mara poeta


Inverno na Alma

Lareira crepitando
Faces vermelhas
Geada no coração

Isabel C S Vargas


Inverno na Alma

Os lençóis acobertam a chama
do corpo frio sem aconchego
que não suporta o inverno da alma.

Sonia Nogueira

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CIRANDA PUBLICADA/NA PENUMBRA DAQUELE BAR

PARTICIPANTES

1- Clara da Costa
2- Eugénio de Sá
3- Odir Milanez
4- Luiz Gilberto de Barros- Luiz Poeta
5- Ary Franco ( O Poeta Descalço)
6- Hamilton Brito
7- Sonia Nogueira
8- Nelson Carvalho
9- José Hilton Rosa
10- ZzCouto
11- Maria Olga de Oliveira Lima
12- Osmarosman Aedo (IWA) Poetas del Mundo
13- Isabel C S Vargas
14- Cássia Vicente
15- Gina Maia
16- Marinez Stringhetta/Mara Poeta
17- Mifori
18- Nilza Stringhetta Rossi
19- Suzete Palitos
20- Fernando Alberto Salinas Couto
21- João Coelho dos Santos
22- Zenaide Giovinazzo
23- Sueli do Espírito Santo
24- Márcia Larangeira
25- Cel (Cecília Carvalho)
26- Virgílio Roque
27- Humberto-Poeta
28- Eline Santos
29- Yna Beta



NA PENUMBRA DAQUELE BAR
Clara da Costa

Um arrepio sutil
o tom do silêncio a nos afagar
a doçura do teu sorriso iluminado e travesso
bailando no meu olhar.

Plantamos rosas no peito,
ao ritmo de nossos corpos atordoados,
em dolente melodia na claridade dos desejos,
aromas e ais impregnados.

Eu, você, o vinho, o blue...
desejos brotam em desalinho, o vento a soprar
ecoando versos...e a poesia se faz
na paixão que palpita na penumbra daquele bar.


NOITE NO BAR
Eugénio de Sá

Naquela foto há um mundo controverso
de sentimentos que à minh’alma afloram
que estas taças bebidas mais exploram
deixando ver s mágoas do avesso

Fito nostálgico do fundo bar
os vultos que evoluem ao balcão
e sinto que na minha solidão
só essa solidão tenho p’r amar

Verte-se a chuva copiosamente
nos vidros biselados da janela
enquanto m’embriago tristemente

E na fumaça de um último cigarro
se vai esvaindo o rosto que adorei
sem que me importe já o seu desgarro


PELOS BARES DA VIDA...
Odir Milanez

O bar é sempre a casa do Poeta.
É no bar que o Poeta se completa,
que das Musas recebe inspirações.
No bar não há somente embriagados.
Há poetas febris e apaixonados,
a mesma história e múltiplas versões.

É no bar que a su’alma se projeta
além da inspiração, de amor repleta,
iludida das próprias ilusões.
Pelo bar passam passos repassados,
perenizando prantos projetados
sobre as sombras senis das solidões...


“PRA QUALQUER LUGAR”
Luiz Poeta – Luiz Gilberto de Barros-CD Bossa Light – Luiz Poeta

No bar de nossos encontros, um copo caiu,
Molhou seu vestido, mas você sorriu
E disse: - Benzinho, não importa não,
Quando existe amor, existe perdão
E todo esse encanto não pode findar...

Sorrimos, molhei sua boca de amor e cerveja,
De espuma, de sonho, num beijo, ora veja
Que até o garçon sorriu pra nós dois,
Foi tão natural que fomos depois
Vagando juntinhos pra qualquer lugar.

Agora, lembrando do copo, eu passo sozinho,
Procuro seus olhos e perco o caminho
E penso, fui tolo, meu sonho findou-se,
O bar, a cerveja, o amor acabou-se
Só restam meus passos pra qualquer lugar.
Pra qualquer lugar...
Pra qualquer lugar.


NA PENUMBRA DAQUELE BAR

Ary Franco (O Poeta Descalço)

Sentado no cantinho, bem afastado.
Envolto pela fumaça dos fumantes.
Invejo idílios trocados entre amantes.
Sinto-me só, um reles abandonado.

Ébrio, na bebida tento te esquecer.
Mas sonho com o dia que irei te rever.
Novamente te beijar, de novo te amar,
Ainda que na penumbra deste bar!


Na penumbra daquele bar
Hamilton Brito

Parecia até conspiração...
aquelas luzes incidentais
bailarina meio que nua
e um jazzista a cantar...
Ouvia-se um piano dolente
e tudo mexia com a gente.
clima perfeito para a luxúria.
Mas eis que surge o amor
você, eu e a penumbra de um bar


 Na Penumbra de Qualquer Bar
Sonia Nogueira

Em cada canto a música enaltece
corações atormentados, carentes,
passos deslizam, o som enaltece
os sonhos acordam ali presentes.

A emoção viaja no corpo dolente,
no embalo do ritmo e da saudade,
quanta emoção, o violão plangente
derrama seu trinar em acuidade.

A lágrima solta corre desprovida
inconsciente, talvez, ao ressuscitar
memórias ocultas e apetecidas
Na Penumbra de Qualquer Bar.


Na Penumbra D’Aquele Bar
Nelson Carvalho

Foi n'uma noite de ramboia,
com "meninas", copos a fartar,
que aquela bela lambisgoia,
enrocou-se em mim, tal jiboia,
NA PENUMBRA D'AQUELE BAR!

O que se passou, vou relatar,
foi n'uma festa de despedida,
naquele domingo ia-me casar,
NA PENUMBRA D'AQUELE BAR,
ao perder a liberdade de vida
mas graças a Deus bem sucedida,
que o forró é ( Foi) não olvidar!


Na penumbra daquele bar
José Hilton Rosa

Ainda que me embriago nas palavras,
me afogo nas lágrimas das emoções,
choro a ignorância do não saber.
Peço a mão para beijar,
levanto meus olhos para sua beleza,
encanto com o sorriso que me deixa sóbrio.


NAQUELE BAR!
ZzCouto

Sentados à mesa do bar,
foi que nossas mãos se entrelaçaram,
nossos abraços perlongavam alegremente.
Em frente ao balcão ainda deserto,
nossos olhares se amavam profundamente.
Um copo de vinho e depois outro
em seguida servidos,
cultivavam horas
e momentos infinitos,
perdidos em pensamentos
no mistério oculto da magia
de nossas afinidades que
aquele bar abrangia.


NA PENUMBRA DAQUELE BAR
Maria Olga de Oliveira Lima

Na penumbra daquele bar
Aconteceu o primeiro deslumbre,
O primeiro arrepio,
O grande desejo, a cobiça,
A magia...
E todo o encantamento propício
Para um lindo e primeiro encontro...

Tudo se desenrolou
Tornando meu coração alvoroçado...
Realmente apaixonado.

A ternura da música
Embalou com doçura
Nosso primeiro beijo.

E na penumbra daquele bar
Consegui ver no teu rosto
O sorriso iluminado
De uma paixão sem fim...


NA PENUMBRA DAQUELE BAR
Osmarosman Aedo- 2.000 e (ainda) Nós

Aonde uma luz que decalca rostos,
Satisfaz a noite que insatisfeita deixa exposto
O sorriso da dama do canto da mesa,
Que pede uma dança entre um ou outro moço...

Atira a flecha que o olho no olho
Exibe como "ás" de jogador insosso,
A cartada final da música ébria em alvoroço,

Enquanto o salão iluminado de lado a lado,
Reflete amores aos bocados,
Findando mais um dia enfim...
E na penumbra daquele bar, agora adormecido,
Recostam-se cadeiras vazias
No mesmo balcão da infeliz nostalgia.


Na Penumbra Daquele Bar

Isabel C S Vargas

No bar...
No escurinho daquele bar
Encontrei um olhar doce
Escondido na multidão
Que distraída não notou.

Sozinho em busca de alguém
Seu olhar requeria atenção
A fim de acabar de vez
Com o flagelo daquela alma.

Entre olhares, verbos, silêncios
Encontramos um rumo na vida
E na luz, caminhos, sorrisos
Jamais abandonamos a trajetória.


Na penumbra daquele bar
Cássia Vicente

Um rosto perdido entre os demais
finge estar ali com um copo na mão,
Mas...quem o observa percebe que
seus pensamentos vagam longe dali...

Seus olhos parados de frente ao palco
não percebem as dançarinas a lhe provocar,
nenhum sinal indica sua presença mental..,

Do seu físico brota um sorriso infantil
onde as bailarinas respondem sem notar...
É mais um na multidão...E daí?!

Mas, ele não está sorrindo pra elas,
sorri das lembranças de horas atrás
onde deitado no leito alheio
degustou do mais puro sabor virginal.

Na penumbra daquele bar nada mais a declarar...

domingo, 1 de maio de 2016

TEXTO 92/2016/RECORDAÇÃO MEXICANA(CRÔNICA)PRIMEIRO LUGAR

                              RECORDAÇÃO MEXICANA (CRÔNICA)






           Tenho uma amiga que adora as culturas antigas como a dos Astecas, Maias, Incas, a cultura egípcia e grega. Como ela está aposentada em uma carreira, decidiu aproveitar e viajar a fim de conhecer o que ela gosta.
         Programou-se e a primeira viagem que ela fez foi ao Peru. Conheceu tudo que ela desejava, subiu em altas altitudes pois segundo ela, esperou cinquenta anos para realizar esses sonhos. Muitos conhecimentos, muito turismo, muita satisfação. Fotos em quantidade e lembranças para os mais chegados. Como ela mesma diz, primeiro tem que zerar os gastos para depois pensar em um novo roteiro.
       O roteiro seguinte foi o México. Um ano e meio depois do Peru ela embarcou para lá com a prima. Na primeira foi só em uma excursão de brasileiros. A prima motivou-se porque viu que saiu tudo certo, sem qualquer imprevisto.
       Passaram doze dias viajando. Visitaram as cidades antigas, templos, subiram milhares de degraus, gastaram um bom dinheiro em lembranças. Quando estava em sua casa chamou minha atenção o presente que ela trouxera para uma amiga que é fisioterapeuta e que faz fisioterapia nela e uma outra pessoa da família.
     Quando ela mostrou eu julguei ser uma manta, um lenço, mas achei um pouco grande até que ela explicou que era uma peça típica do vestuário feminino mexicano na qual as mulheres costumavam carregar os bebês junto ao corpo. Lembrara-se da amiga ao ver o objeto por vários motivos. Ela costuma ir no domicílio das clientes, não tem carro e muitas vezes, dias ventosos, com chuvisco ela vai de bicicleta para ir mais rápido, economizar tempo até porque nem sempre o ônibus passa próximo de onde ela deve  ir. Explicou-lhe como se utilizava o rebozo, e como ela poderia se proteger e ainda levar algum material junto ao corpo e preso na peça, deixando-a mais livre para andar de bicicleta no trânsito caótico de nossa cidade e, como ficaria elegante com aquele “lenço” claro com leves fios dourados como listras ao longo dele, não ficando descabelada nem com os cabelos molhados em dia de cerração ou chuva fina.
             A partir daquela data é comum vê-la com o seu lindo presente, principalmente agora que o frio já se faz presente e Marieta atende em muitos locais diferentes na cidade.
            Seu próximo roteiro é o Egito e ela já me convidou para ir junto. Não aceitei. Sou muito medrosa e creio que os ventos políticos não andam bom para aqueles lados.
                                                                     Isabel C S Vargas
                                                                     Pelotas/RS/Brasil
                                                                           01.05.2016