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sexta-feira, 10 de março de 2017

TEXTO 38/2017/ MÃE CIGANA/SEGUNDO LUGAR

                                               MÃE CIGANA

O povo cigano tem tradição oral, o que faz com que suas origens e sua história não seja muito precisa. Há quem diga que são originários da Índia e quem os tenha como originários da região que corresponderia a antiga Pérsia. É um povo místico e as mulheres tem o dom da leitura das cartas e das mãos costumes esses que são passados pelas mães às filhas.
Durante a segunda guerra mundial foram dizimados cerca de meio milhão de ciganos pelos nazistas em sua ânsia de pureza da raça. Já tinham sido sacrificados na Idade Média por suas atividades e crenças o que fez com que fossem considerados hereges, apesar de não serem politeístas.
As mães ciganas são responsáveis pela educação dos filhos, pela alimentação, pelos afazeres em geral relativos à casa e à família.
A mulher não trabalha fora, exceto para a leitura das mãos e colocação de cartas, o que não é considerado trabalho, por ser dom e por não entrar no sustento da família.
São submissas ao marido. Cabe a elas a confecção das indumentárias, ensinar as danças, a passagem das tradições.  Se os filhos cometem erros e não seguem os preceitos ciganos são elas responsabilizadas pelo deslize dos filhos. Ao contrário do que muitos pensam, não se agrupam por tribos como o povo indígena. Não tem um chefe único. Não tem feiticeiro ou pajé. Pelos dons ciganos cada um é seu próprio feiticeiro. Vivem em grupos denominados acampamento. Possuem uma autoridade conselheira dentro dos grupos que seja detentor de sabedoria, respeito, confiança.
Hoje, muitos têm vida normal, residindo em casa, e não mais em grupos, os filhos frequentam a escola e se misturam com o restante da população, muitas vezes sendo sua origem desconhecida. São alegres, gostam de música, de festas são honestos, trabalham em profissões variadas para seu sustento.
As mães ciganas são, acima de tudo, mães como as outras, ou seja, amorosas, colocam os filhos com a razão de suas vidas, e os preparam para a vida, desejando sempre sua felicidade plena.
                                                                Isabel C S Vargas
                                                                Pelotas/RS/Brasil
                                                                 10.03.2017
 








sexta-feira, 6 de maio de 2016

TEXTO 98/2016/REBOZO E SUAS UTILIDADES (PROSA NARRATIVA) SEGUNDO LUGAR

                            REBOZO E SUAS UTILIDADES (PROSA NARRATIVA)












       O Rebozo é considerado um acessório da vestimenta utilizado pelas mulheres mexicanas.
 É usado, também, na Espanha e em outros países do Oriente.
   
       Rodou mundo depois que passou a ser utilizado por Frida Paulo que sempre o carregava sobre os ombros. Neste caso como ornamento, acessório para embelezar. É uma peça de algodão, geralmente, feita no tear manual.

       No México, é muito usado pelas mulheres para carregar o filho junto ao corpo.
   Adquiriu um valor inestimável pela sua utilização no auxílio à gestante antes e após o parto, oportunizando sensações agradáveis de prazer relaxamento e alívio da dor.
Oferece conforto e um "estado de completude em integridade". Naoli Vinaver.
    É utilizado para fazer massagens em mulheres gravidas antes do parto,  para auxiliar os movimentos do quadril para expulsão do bebê.

      A parteira mexicana Naoli Vinaver promove cursos nos quais ensina a técnica de uso. Deve ser utilizado por enfermeiras, enfermeiras obstétricas, as doulas que têm conhecimento do uso e de seus benefícios e consequências.
      No Brasil, também existe uma oficina que ensina o uso do rebozo no trabalho de parto ministrada por pessoa que com ela aprendeu a técnica.

Isabel C S Vargas
PELOTAS/RS/BRASIL
05.05.2016