Mostrando postagens com marcador DESTAQUE PEAPAZ. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DESTAQUE PEAPAZ. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

DESTAQUE PEAPAZ LIBERDADE



Homem ser criado à imagem de Deus.
Criação perfeita e sublime.
Livre, dono de suas escolhas,
E responsável por suas conseqüências.
Quem se atreve a se julgar dono da vida,
Dos pensamentos e atos de outrem?
Tolo e tirano quem coloca grilhões no semelhante,
É capaz de destruir a vida, provocar insanidade,
Destruir sonhos, comprometer o futuro.
Ruptura de paradigmas!
Insanidade!
Homem, livre arbítrio, liberdade, amor,
Alicerces de vida em sociedade,
De pátria livre e democrática.
Não é possível admitir violência,
Tortura, jamais!
Ignomínia contra a espécie.
Quem tortura rompe princípios universais
De direitos humanos.
Quem é violentado sofre ruptura interior
Difícil de assimilar, pesado para suportar
Impossível de entender.
Somos irmãos nas origens,
Nos princípios que cultivamos
Nos sofrimentos que nossas nações suportaram
Nos períodos de falta de liberdade e tortura.
União, luz nas consciências, objetivos comuns
É o que devemos ter como meta, sempre,
Para que tenhamos a América
Irradiando liberdade, paz
Exemplo para todas as Nações!

Isabel C S Vargas
PELOTAS/RS/BRASIL


 


domingo, 15 de fevereiro de 2015

DESTAQUE PEAPAZ VÍRGULAS

"A vida é um grande e complexo texto que precisa de muitas vírgulas para ser escrito, ainda que essas vírgulas assumam em alguns momentos o formato de lágrimas.”   Augusto Cury


Manhã de muito calor. Paradouro de estrada. Meus familiares entram para lanchar. Escolho uma mesa na área externa e acomodo-me à sombra. Providencio água e comida para meu cachorro que viaja conosco. Chega uma moto com duas pessoas, quase simultaneamente. Ao tirarem os respectivos capacetes e se acomodarem à mesa em frente à que me encontro constato que se trata de um homem jovem e uma senhora idosa. Ela permanece ali. Sorri para mim e ele entra no estabelecimento. Retorna com refrigerante gelado para ambos. Trocam algumas palavras, viram-se para mim, como à espera que eu participe da conversa. Faço algum comentário sobre o calor. É o sinal para que a conversa se estabeleça.
O rapaz conta-me que se dirigem par uma localidade próxima, no interior do município, percorrendo uma estrada de terra. Mostra-se otimista com as notícias de jornal que informam ter sido disponibilizada verba pelo governo para asfaltar aquela região. Está na última semana de férias e como não gosta de ficar parado está indo prestar ajuda aos cunhados na colheita do fumo. A sua mulher que não pode tirar férias do trabalho na mesma época permanecera em casa com o filho de 14 anos.
A senhora, pequenina, franzina, de cabelos brancos bem curtinhos, sogra do rapaz, conta-me que também pretende ajudar os filhos em suas tarefas. Fala-me de suas manias, seus gostos e preferências, entre elas a de que deseja permanecer morando sozinha enquanto sua saúde assim o permitir. A cada coisa que fala enfatiza que o genro é sua testemunha.
Até então, falávamos de amenidades, como em uma ante-sala de conhecimento. Quando ela começou a discorrer sobre coisas mais profundas é que fiquei a pensar na sua força interior, na sua tenacidade, gosto pela vida, na enorme capacidade de resiliência, inimaginável para quem se detém só nas aparências. Havia perdido um filho em um acidente de moto anos atrás. Uma perda desta natureza abate qualquer pessoa. Em se tratando de uma mãe, não existe, certamente, dor maior que esta. Difícil aceitação, recuperação e superação Quem permanece vivo, muitas vezes parece moribundo, tentando equilibrar-se entre a dor, a vontade de resistir ou deixar-se abater, procurando sublimar a dor para poder sobreviver. Mas não era só isto não. Só? Não é possível, pelo menos para mim, referir-se a algo tão intenso de maneira tão desproporcional ao seu impacto emocional. Tinha mais e isto ela contou para meu marido, quando ele veio trocar de lugar comigo: Havia perdido outro filho entre o Natal e o Ano Novo. Fiquei horrorizada ao saber do fato. Dissera ela que a morte é inevitável. Cada um tem sua hora e que nada podemos fazer.
Ao saber disso não pude deixar de lembrar o livro que lia, sobre Inteligência Multifocal de Augusto Cury que diz que só é grande quem consegue desvendar os caminhos internos, o seu eu e desenvolver o gosto e o encanto pela vida, apesar das dores mais profundas.
Vi naquela pequena grande mulher, um pouco do Vendedor de Sonhos do mesmo autor, que oferece vírgulas para cada um continuar sua história, enriquecer sua existência e encantar a todos.
Os pontos são definitivos, egoístas, encerram-se em si mesmo, não partilham histórias, tempo, experiências e encantamento.
Eles me pareceram exímios em colocar vírgulas nas suas vidas, estabelecer pontes por onde passam cortesia, amabilidade, generosidade (ao me ver sem uma bebida, apesar do calor, ao chegarem, ofereceram para dividir a sua comigo), sabedoria e resiliência que é a capacidade de se recompor a cada pressão sofrida.
Suas palavras para mim, antes de partir foram:- É isto que gosto, que acredito importante: conhecer pessoas, conversar, trocar idéias, experiências. O resto não levamos conosco.

                                ISABEL C S VARGAS
                                PELOTAS/RS/BRASIL

DESTAQUE PEAPAZ

Ciúme é um sentimento forte.
Para mim, da pior qualidade.
Sufoca, provoca perturbação
Não se conecta com lucidez,
Turva a razão, desnorteia o amor,
Tira a tranquilidade de ambos.
Ciúme é irmão da posse.
Quem tem ciúme
Pensa que o outro é objeto
Sem vontade própria e desejos
Pior que tudo, sem liberdade.
O outro nada mais é
Que extensão de seus bens,
Por isso tem ciúme.
Não quer perder o que possui.
Ciúme requer tratamento
Para evitar insanidade.
O ciúme é irracional e imponderável.
ISABEL C S VARGAS
PELOTAS/RS/BRASIL