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sábado, 28 de fevereiro de 2015

PUBLICAÇÃO DESTACADA PEAPAZ / CÍCERO E A AMIZADE

Cícero nasceu próximo de Roma, em 106 a.C. Político, jurista, orador, filósofo com uma vasta e importante obra. Exerceu influência na cultura ocidental.
Através da narrativa de diálogos de seus pares passa as seguintes noções sobre amizade:
 O primeiro fundamento da amizade é a simpatia recíproca;
Na amizade tudo é verdadeiro e espontâneo;
Independe de laços de parentesco.
A amizade é uma unanimidade nas coisas divinas e humanas e se faz acompanhar de afeto e benevolência.
Com exceção da sabedoria, a amizade seria o que de melhor os deuses teriam legado ao homem.
A amizade envolve confiança, alegria vincula-se ao amor, como já dito anteriormente e não a benefícios pessoais.
A amizade se estabelece quando existe auto-estima o que gera relações saudáveis e positivas.
É fruto da reciprocidade de afetos. Há desprendimento, solidariedade, generosidade. Exige cuidados. As verdadeiras são eternas.
Pressupõe respeito, honestidade, tranquilidade, lealdade, amabilidade. Não estabelece diferença. Cria laços de doçura. Coloca em um mesmo plano os desiguais.
É possível perceber que tanto o assunto sobre envelhecimento como sobre a amizade já discorridos há dois mil anos atrás, permanecem atuais, com ensinamentos ou constatações perfeitamente válidas.
ISABEL C S VARGAS
PELOTAS/RS/BRASIL



PUBLICAÇÃO DESTACADA PEAPAZ / CONSIDERAÇÕES SOBRE EDUCAÇÃO

As ações, a vida, o exemplo, as obras são o que convertem o mundo.

Padre Antonio Vieira




Podemos considerar que o processo ensino-aprendizagem foi eficiente se foi capaz de formar sujeitos críticos, autênticos, dispostos a transformar realidades e não apenas bons receptores de conteúdos passados e assimilados sem maiores reflexões sobre o contexto em que se produziram, sua relação com o desenvolvimento da sociedade como um todo e sua repercussão e/ou conexão com o presente, de modo que ele seja capaz de se posicionar de forma crítica.

É mais fácil o aprendizado quando parte de coisas mais próximas do cotidiano do aluno, de situações que ele facilmente identifica e entende, portanto há que se considerar as circunstâncias, as vivências, a situação familiar, econômica e social para a partir delas levá-lo a questionamentos.

O professor tem que ser mais que um simples transmissor de dados. É necessário que ele estimule o pensamento, a análise, a comparação, a partir do que está sendo apresentado e a realidade do aluno. Imbuído de sua autoridade pedagógica tem de ser mais do que alguém que discorre sobre determinado assunto, mostrar que vive suas convicções, levando o aluno a formar as suas, baseado na observação e na análise crítica. Ele tem de ser exemplo, tem que falar uma linguagem na qual o aluno identifique respeito, sabedoria, comprometimento, verdade.

O aluno não pode funcionar como simples receptáculo de um saber despejado sobre si. Tem de ser considerado como agente, um transformador em potencial, muitas vezes oriundo de realidades totalmente diversas, com fortes heranças culturais. O educador tem de ser capaz de lidar com estas diferenças, inclusive diferentes linguagens (que por ser diferente, não significam que são erradas), não pode alimentar preconceitos, discriminações.

Deve estimular a interação da escola com a comunidade o que certamente contribuirá para a formação de cidadania democrática, envolvendo a todos no processo.

O educador não pode ter como objetivo resultados iguais, não pode desejar
padronização em se tratando de educação, posto que deve considerar diferenças individuais, além de respeitar o ritmo próprio.

Não podemos esquecer que uma boa educação passa também pela valorização do professor.

A educação tem que levar o aluno a pensar, a refletir, a formar conceitos, ao discernimento, em última análise, aplicando o que foi elaborado para alterar sua própria realidade, visando inserção e crescimento. Através da educação realmente transformadora (geradora de paz social) ele é capaz de ascender socialmente, modificar todo um contexto e viver melhor com maiores e melhores oportunidades de realização pessoal e profissional.

                                ISABEL C S VARGAS
                                PELOTAS/RS/BRASIL







PUBLICAÇÃO DESTACADA PEAPAZ / MINHA VIDA

Luz para meus olhos
Fonte de inspiração,
Meu porto seguro,
Âncora nos vendavais
Meu amor, meu tesouro
Tudo de melhor que me aconteceu.
Tua palavra me conforta
Teus braços me aquecem,
Preenche minha vida
Teu olhar, farol luminoso
Que me aponta caminhos
Tuas mãos , instrumento
De transmissão das energias
Sem a qual viver se torna difícil.
Preciso de ti
Para não ser um grão de areia na tempestade
A última gota desperdiçada
Uma lâmpada sem luz
Um cristal despedaçado.
Preciso de tua luz
Porque sem ela não vejo caminho.
ISABEL C S VARGAS
PELOTAS/RS/BRASIL



PUBLICAÇÃO DESTACADA PEAPAZ /Nem parece pecado, de tão gostoso que é...

         
          Creio que a sociedade atual parece estimular os pobres mortais a cometerem pecados. Não quero aqui neste texto discorrer sobre o aspecto religioso, embora se fale      em pecado. Encaro, na realidade, como transgressão, rompimento de limites, ultrapassar o senso comum, ou melhor, dizendo, o aceitável.
            Falo aqui, mais precisamente, da GULA. Pode o leitor pensar que brinco ao falar nisso, mas falo seriamente, pois é algo muito utilizado pelos especialistas em marketing. A mensagem subliminar. É isso que ocorre em grande parte das grades de programação das emissoras. Já observou o leitor, como em toda a novela, seriado, aparece em profusão pessoas, famílias inteiras comendo?É refeição matinal, lanchinho, hora do almoço, jantar. Por acaso de aperceberam de quantas vezes, após verem na TV determinada refeição, levantaram e foram em busca de algo para comer? E aquelas pessoas que passam o dia grudadas na televisão, sem praticar exercício físico e ainda sendo sufocados pelos comerciais agressivos?(Uso agressivo no que tange a quantidade dos mesmos.
            Imaginemos a carga emocional avassaladora em se tratando de crianças, alimentando-se –até por questões de praticidade, por ser pronta- de salgadinhos, bolachinha doce, e uma gama cada vez maior de produtos disponibilizados o mercado, com inúmeros atrativos, brindes, sorteios, e jogados em horário nobre e/ou infantil?
            Podem até achar que há exagero de minha parte, mas as reportagens, as pesquisas mostram o brasileiro cada vez mais obeso, crianças obesas, com colesterol, pressão alta, e tudo em nome de que? Da ansiedade que atinge a grande maioria, por não conseguir dar conta de todas as exigências, imposições, disfarçadas em escolhas e que em decorrência de não saberem como lidar com a pressão psicológica se entopem de comida, para obterem algum prazer, pelo menos, e o que é pior, em uma sociedade que coloca como ideal de beleza, de obtenção de status, a pessoa magra, longilínea, elegante, mesmo que isso custe, muitas vezes, a saúde física e mental.
            Isso é ou não pecado? Exigir que as pessoas vivam sempre sendo testadas, sempre no limite?
                                                     
                                                    ISABEL C S VARGAS
                                                    PELOTAS/RS/BRASIL


         

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

PUBLICAÇÃO DESTACADA PEAPAZ QUEM CALA CONSENTE

            Cardoso trabalhava na contabilidade de uma empresa. O local possuía uma área imensa, muitos funcionários, porém com uma administração arcaica, ultrapassada e por demais desorganizada.
           Embora ele não tivesse terminado o colegial era muito bom em cálculos. Possuíanoções de rotinas administrativas e de contabilidade, por isso conseguira a vaga.
          Embora visse os erros ocorridos no local de trabalho, não tinha autonomia para impedi-los de acontecer. Seu posto não lhe permitia fazer mudanças. Tinha consciência que a empresa teria sérios problemas se os erros persistissem, principalmente pela falta de cuidados com o caixa, com estoque.  Ninguém coibia os abusos.
          A despeito de tudo, seguia fazendo o trabalho que lhe cabia, mesmo vendo as irregularidades se acumularem.
          O superintendente agia como se não tivesse conhecimento dos fatos. Ele, por sua vez, não tinha coragem de falar no assunto, nem delatar ninguém ou apontar os erros que tinha conhecimento.
          Ora, quem cala, corre o risco de ser encarado ou indiciado como cúmplice de tais falcatruas. Isso era o que lhe passava nos pensamentos nas horas mais aflitivas.
          Ficou calado durante uns três anos.
          Até que o escândalo estourou. Demissões, investigações, grandes constrangimentos e o que ele temia aconteceu. Todos demitidos, inclusive ele.
          Vergonha, desolação, dificuldades de explicar para a esposa e aos filhos o ocorrido. Aliás, nunca explicou. Aceitou a culpa pela omissão.
          Vivia em uma cidade pequena, difícil tornou-se arrumar outro emprego. Rumores, maledicências correm como penas ao vento. Não sabia como fazer para sustentar a família.  Tantas coisas a serem pagas, nada de luxo, só despesas básicas de aluguel, alimentação, educação. E ele nunca permitira que a esposa trabalhasse. Sentia-se acuado.
          Então, foi embora para a cidade grande. Lá seria só ele.  A família não passaria dificuldades. Além disso, o peso das acusações seria mais leve de carregar em um local onde não o conhecessem.
          A mulher vendeu os móveis e foi com os filhos para a casa da mãe.
          A família dele nada fez, para ajudá-los.
A condenação caíra sobre ela e o filhos também.
           Ficara sem marido, sem teto, sem perspectiva.
         
                                            ISABEL C S VARGAS
                                            PELOTAS/RS/BRASIL