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sábado, 7 de maio de 2016

TEXTO 99/2016/ REBOZO: UMA PEÇA DE VÁRIAS CULTURAS(ENSAIO)PRIMEIRO LUGAR

                                      REBOZO: UMA PEÇA DE VÁRIAS CULTURAS(ENSAIO)









Confesso ter pesquisado a respeito desta peça que é tida como da indumentária mexicana e com finalidades diversas, sendo usadas como acessório do vestuário, sobre os ombros, na cabeça, como instrumento par alívio de dores antes do parto, para ajudar no posicionamento do bebê e para proporcionar parto com prazer. Este uso, saliente-se deve ser realizado por pessoas habilitadas para tal.
Também é utilizado para carregar objetos, para carregar bebês junto ao corpo da mãe e até pelo pai como encontrei na rede.
Pois bem, depois de ler sobre tal peça verifico que ele é encontrado, também, em outras culturas. Não me cabe dizer quem o adotou primeiro, mas, me atrevo a dizer que ele é encontrado em outros lugares, sendo usado com a mesma finalidade.
Verifica-se que esse costume está passando das mães para as crianças que, inclusive carregam suas bonecas junto ao peito.
O Rebozo é utilizado em Mali e na África encontrado na Etiópia, Congo, Tanzânia, Namíbia, Nigéria, Angola, Kenia, além de locais da América Central, de cultura espanhola visto que na Europa a Espanha também utiliza esta peça.
São fabricados no Canadá na América do Norte, e observa-se que são muito coloridos e a produção creio que em muitos lugares ainda é artesanal, não em escala industrial, e em setor vinculado à moda,  vestuário e cultura porque é comum ser designado com roupa infantil, visto que nas tribos de zonas tropicais é possível que o bebê seja carregado ali sem outras roupas devido ao calor.
No Canadá eles vendem para as tribos do Laos.
Na Austrália, as mulheres também utilizam o rebozo.
Encontrei também questionamentos sobre se a origem do rebozo não seria na Ásia por serem usados pelas mulheres de lá nos trabalhos no campo, sendo originalmente de algodão, lã, seda e algumas ocasiões de fibras de plantas. Encontrei também que sua origem seria pré-espanhola, vindo com os mouros. Assim, me atrevo a dizer que o rebozo é peça importante em várias culturas.
Isabel C S Vargas
Pelotas/RS/Brasil
07.05.2016




domingo, 1 de maio de 2016

TEXTO 92/2016/RECORDAÇÃO MEXICANA(CRÔNICA)PRIMEIRO LUGAR

                              RECORDAÇÃO MEXICANA (CRÔNICA)






           Tenho uma amiga que adora as culturas antigas como a dos Astecas, Maias, Incas, a cultura egípcia e grega. Como ela está aposentada em uma carreira, decidiu aproveitar e viajar a fim de conhecer o que ela gosta.
         Programou-se e a primeira viagem que ela fez foi ao Peru. Conheceu tudo que ela desejava, subiu em altas altitudes pois segundo ela, esperou cinquenta anos para realizar esses sonhos. Muitos conhecimentos, muito turismo, muita satisfação. Fotos em quantidade e lembranças para os mais chegados. Como ela mesma diz, primeiro tem que zerar os gastos para depois pensar em um novo roteiro.
       O roteiro seguinte foi o México. Um ano e meio depois do Peru ela embarcou para lá com a prima. Na primeira foi só em uma excursão de brasileiros. A prima motivou-se porque viu que saiu tudo certo, sem qualquer imprevisto.
       Passaram doze dias viajando. Visitaram as cidades antigas, templos, subiram milhares de degraus, gastaram um bom dinheiro em lembranças. Quando estava em sua casa chamou minha atenção o presente que ela trouxera para uma amiga que é fisioterapeuta e que faz fisioterapia nela e uma outra pessoa da família.
     Quando ela mostrou eu julguei ser uma manta, um lenço, mas achei um pouco grande até que ela explicou que era uma peça típica do vestuário feminino mexicano na qual as mulheres costumavam carregar os bebês junto ao corpo. Lembrara-se da amiga ao ver o objeto por vários motivos. Ela costuma ir no domicílio das clientes, não tem carro e muitas vezes, dias ventosos, com chuvisco ela vai de bicicleta para ir mais rápido, economizar tempo até porque nem sempre o ônibus passa próximo de onde ela deve  ir. Explicou-lhe como se utilizava o rebozo, e como ela poderia se proteger e ainda levar algum material junto ao corpo e preso na peça, deixando-a mais livre para andar de bicicleta no trânsito caótico de nossa cidade e, como ficaria elegante com aquele “lenço” claro com leves fios dourados como listras ao longo dele, não ficando descabelada nem com os cabelos molhados em dia de cerração ou chuva fina.
             A partir daquela data é comum vê-la com o seu lindo presente, principalmente agora que o frio já se faz presente e Marieta atende em muitos locais diferentes na cidade.
            Seu próximo roteiro é o Egito e ela já me convidou para ir junto. Não aceitei. Sou muito medrosa e creio que os ventos políticos não andam bom para aqueles lados.
                                                                     Isabel C S Vargas
                                                                     Pelotas/RS/Brasil
                                                                           01.05.2016