quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

TEXTO 34/2016/ RECIFOLIA

Recife é a capital de PERNAMBUCO.
E/ É realizada a Recifolia como pré
Carnaval. Evento muito prestigiado.
Inicia o Carnaval com o desfile
Fazendo a travessia da Ponte do bloco
O Galo da Madrugada. O mais extenso.
Lota de turistas nas ruas de Recife.
Incríveis bonecos de Olinda e o frevo
Abrilhantam o carnaval sem igual.

Isabel C S Vargas
Pelotas/RS/Brasil
04.02.2016


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

TEXTO 33/2016/ ALEGRIA CIGANA

ALEGRIA CIGANA


A honra é um forte componente da etnia cigana.
A música sua forma de expressão autêntica
Associada à arte da dança em movimentos
Reveladores de uma forte personalidade.

 Povo que canta, dança, toca instrumento
É o que tem na alegria um modo genuíno
De superar tristezas, de expressar o amor
À vida que é latente e extrapola o ser.

Alegria, alegria encontrada no sorriso fácil
Da cigana que encanta a todos na rua
Alegria no colorido das roupas, na flor no cabelo
No xale que enfeita, nos lábios carmim a ler a sorte.

Cigana cuja alegria enfeitiça ao primeiro olhar.
Não se entrega ao encontrar obstáculo
Sorri, brinca , acredita em sua mágica aura
Sacode os ombros e segue a trajetória de luz.


Isabel C S Vargas
Pelotas/RS/Brasil

04.02.2016

TEXTO 32/2016/ CORAGEM

CORAGEM

Substantivo feminino
É atributo de quem vence o medo
Não fica paralisado,
Intrépido, não se deixa intimidar.
Firmeza moral para ir em busca
Dos sonhos, ou das necessidades,
Muitas vitais e negadas desde o nascimento
Pela sociedade como um todo.
Destemor para ir em busca da igualdade
Já que não somos sociedade de castas
Coragem! Vencer barreiras
Ascender na pirâmide social.
Nossa sociedade é feita
De seres corajosos que
Vivem com salário mínimo
E não se corrompem
Criam filhos sozinhos
E dão exemplo de caráter.
Enfrentam transporte coletivo
E não se prostituem pelas facilidades.
Não conseguem vaga em creche pública/
Mas tem alguém tão pobre quanto
Que é solidário para cuidar das crianças.
Matricula filho em escola pública
Esperando que ele seja doutor,
Acreditando na capacidade e na vida.
Mora em área de risco e não se enlameia
Na corrupção que assola o estado.
Coragem! Enfrentamento da imoralidade
Crença no ser humano
Espiritualidade crescente.
Sabe que a colheita é obrigatória.
 Isabel C S Vargas

Pelotas/RS

03.02.2016

Principais membros do dia 03.02.2016/ 22:40

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

TEXTO 31/2016 / CONVITE INUSITADO

               Um fato que para mim foi muito importante foi o primeiro convite para participar de um primeiro livro. Já escrevia há algum tempo e publicava no jornal local e em jornal de município vizinho.
          Em dois mil e seis resolvi fazer um blog e nele colocar tudo que escrevia e publicava em jornal e sites. Certo dia recebi um email convidando-me para participar de um livro chamado Reflexões para o bem viver. Respondi o email agradecendo e dizendo que deveria ser um engano, pois não era escritora e nunca participara de livro nenhum.

Muito gentilmente deram-se ao trabalho de responder e dizer que não havia engano algum e que estavam me convidando de fato. Foi uma alegria imensa. A partir daí começou minha aventura no mundo das publicações.
                             Isabel C S Vargas
                             03.02.2016

TEXTO 30/2016/ UM DIA EM MINHA VIDA

             Quando pensei em falar sobre um dia em minha vida, a princípio, pensei em falar sobre o acontecimento mais trágico de minha vida a partir do qual tudo mudou. Mas, embora isso não saia de meu coração e de minha vida, decidi optar pela vida. E, não é em aspecto literário, mas real. Lembrei-me do dia da conversa com minha filha sobre a sua gravidez.
             Ela tinha dezoito anos estava no primeiro ano de universidade e tinha um namorado. Naquele mesmo ano, ao final do ano era a formatura de minha filha mais velha na universidade e antes disso em outubro o baile de debutantes da menor. Mas, como dizem que mãe tudo sabe e tudo sente, já estava percebendo que algo estava errado ou diferente. Disse a ela: Não vamos estragar esse acontecimento dos quinze anos de tua irmã. Uma semana não fará diferença. Semana seguinte sentaremos com teu pai e conversaremos os quatro. E assim foi feito.
           A primeira coisa que fizemos foi perguntar se ela tinha algo a nos dizer, ao que ela respondeu que sim e completando disse que estava grávida. Até hoje, a minha reação me surpreende, pois pensava que o dia que isso ocorresse iria  chorar, fazer um drama. Eu respondi: Ainda bem. Poderias estar doente, mas não, é uma vida que vem aí. O que vocês pretendem fazer? Eles disseram que queriam casar, mas não tinham condições. Nós ajudaremos retruquei. Meu marido nem queria que eles casassem, mas para mim ela ficar solteira com filho era algo que não admitia. Impus como condição para ela casar, pois necessitava de nossa autorização, em função de não ter sido, ainda, alterada a maioridade para as mulheres que ela não abandonasse a faculdade. Conversamos com os pais dele e em dois meses realizamos o casamento.
                  Esta minha neta viveu sempre à nossa volta e para meu marido e eu era um quinto filho. Foi a única que conviveu muito com o avô, pois quando nasceu nosso segundo neto meu marido mal podia segurá-lo em virtude da doença.
                   Creio que é de minha natureza optar sempre pela vida, pelas boas energias, pela alegria.  Hoje tenho cinco netos que são meu estímulo para viver muito.


                     Isabel C S Vargas
              03.02.2016
                     

TEXTO 29/2016/ PROSA: CARNAVAL

Quando era pequena quem me levava a bailes de carnaval infantil eram meus padrinhos. Como eles só tinham filhos homens eu era a menina que eles não tiveram e me amavam muito. A casa deles era bem no centro da cidade e na rua onde ocorria o carnaval que naquela época era ingênuo, saudável e divertido, Começava à tarde e se estendia até a madrugada com as escolas de samba passando assim como os blocos.
Eu ficava na casa deles e quando o sono chegava ia dormir tendo visto o máximo que pudesse aguentar.
Quando cresci ia aos bailes nos clubes sociais com meus pais e foi em um desses bailes em 1971 que conheci meu marido. Repetimos tudo que foi feito pelos meus pais e padrinhos levando nossos filhos para os bailes infantis desde pequenos. Não contentes com isso ainda levamos nossa primeira neta, hoje com dezesseis anos e já entrando na universidade, para os bailes de carnaval, isso porque nossa filha, mãe dela é uma apaixonada por Carnaval. O nosso amor de carnaval se estendeu por quarenta e um anos, mesmo que muitos digam que amor de Carnaval é passageiro.

Depois que meu marido faleceu essa tarefa ficou exclusivamente com os pais e mesmo que minhas filhas e genros convidem, prefiro ficar em casa.

                             Isabel C S Vargas
                                            03.02.2016