terça-feira, 28 de junho de 2016

MEU TEXTO NO SUPLEMENTO DE JUNHO DA REVISTA EISFLUÊNCIAS /SOBRE NAMORADOS


Junho de 2016
Ano VI - Número XVI


 ALMAS GÊMEAS
Isabel C S Vargas  
Do outro lado do salão em festa
Senti teu olhar penetrante a me fitar.
Nossos olhos se encontraram
Em um instante de mágico enlevo.
Reencontro de outras vidas, talvez
Que se reconhecem em perfeita sintonia.


Somos almas gêmeas identificadas.
Ao me olhar é a ti que enxergo
Um sem o outro não existe.
Somos o côncavo e o convexo
O branco e o preto, o tudo e o nada
O yin e o yang, a luz e a escuridão.
Nossas facetas se interligam totalmente.

Isabel C S Vargas
Pelotas - RS - Brasil
http://isabelcsv3.blogspot.com.br/

SUPLEMENTO DE JUNHO DA REVISTA EISFLUÊNCIAS/ JUNINO E NAMORADOS

SUPLEMENTO JUNINO E DIA DOS NAMORADOS - Junho/2016




Para Ler a Revista clicar em:

TEXTO 131/2016 CONFISSÃO INTERIOR (CONTO)

                                               



                                                    CONFISSÃO INTERIOR

           Percival nasceu próximo ao mar. Vivia com a família em uma pequena vila entre a cidade e o mar. Pobre desde o berço. A mãe não tinha estudado. Mal sabia escrever seu nome. O pai cedo abandonou a família, o que fez com que todos fossem trabalhar desde pequenos, ele, a irmã mais velha e o irmão mais novo.
          Esta situação gerou revolta, o que o tornou uma pessoa muito amarga, contestadora e briguenta. O fato de colocar dinheiro em casa para o sustento de todos, o fazia pensar que não devia satisfação a ninguém. Cedo abandonou a escola. Fazia de tudo que surgia para ganhar algum dinheiro com o intuito de ajudar Dona Judite e os irmãos.
          Pescaria era um de seus entretenimentos. O outro era o futebol. Ambos favoritos.
          Adorava ir pescar no mar, na lagoa. Quando os pescadores o convidavam para sair de barco, nem pensava duas vezes.
           Viveu a infância e a adolescência entre essas duas atividades enquanto não estava trabalhando na mercearia fazendo pacotes, entregando recados, colhendo flores para vender na missa de domingo ou nas ocasiões festivas.
           Lá pelos seus dezoito anos conheceu Amarílis, uma linda jovem morena que logo tomou conta de seu coração.
           Como não tinha emprego fixo foi tentar a sorte no clube de futebol da cidade.
Como tinha certa habilidade ali ficou contratado o que lhe rendia um salário. Casou-se com Amarílis e teve dois filhos. Assim viveram durante uns cinco anos até machucar-se seriamente, tendo que parar de jogar futebol.
          Sem emprego caiu na bebida, sem se importar com a esposa que sofria e com os meninos.
           Restava-lhe a outra paixão para desafogar as mágoas. Em todos os momentos que podia pegar o barco de seus companheiros de infância, o fazia e ficava ao mar durante horas a fio e, também, a beber. Por vários meses assim ficou, vivendo á margem, desgostoso com tudo, sentindo-se injustiçado. Não percebia o que tinha de mais valioso, sua família.
           Em meio à solidão em um dos momentos que estava embarcado, sob o efeito da cachaça que não abandonava , sonhou com a esposa, jovem formosa, delicada que vinha cobrar-lhe uma atitude diferente, para o bem de ambos e dos filhos. Em seu sonho que virava pesadelo ela o interpelava e dizia-lhe que iria abandoná-lo e a seguir desaparecia, assim como aparecera, envolta em uma nuvem azul espiral.
           Apavorado com a situação ele via-se no mais profundo desespero e confessava a ela todo seu amor.
            Era uma confissão intensa, silenciosa, saída do mais profundo de seu ser, desesperado pela força de seu amor.
           Depois de acordar e sair do torpor que se encontrava, percebeu que deveria dar outro rumo em sua vida para não perder de vez o controle da situação e perder a esposa.
           Decidiu procurá-la, abrir seu coração e tentar colocar no caminho certo o barco de sua vida.
                                                                   Isabel C S Vargas
                                                                   Pelotas/RS/Brasil
                                                                    24.06.2016


        

quarta-feira, 22 de junho de 2016

OS CONFRADES DAS POESIA MAIO/JUNHO BOLETIM 76/LEMBRANÇAS

LEMBRANÇAS


 As lembranças povoam a mente
 De todo ser humano vivo e sadio.
Há quem só lembre de coisas boas
E procurem deixar as ruins no passado.

 Esta é uma forma sábia de viver
 Para não reavivar dores e ressentimentos ruins.
 É saudável lembrar das coisas boas
Para ter sempre um sorriso no rosto.

 De minha infância lembro de minha vó,
 A matriarca da família
Que chegou aos noventa anos cega
 Sem uma queixa ou lamento.


 Da adolescência guardo as descobertas
 De uma nova forma de viver,
 Deixando as bonecas de lado
E buscando um amor para viver.

 Ao encontra-lo comecei nova etapa
 Que serei grata a Deus, eternamente.
Tive meus quatro filhos
Que serão sempre a razão de meu viver.


 Neste outono da vida,
O que mais almejo é viver
 Para deixar lembranças boas
No coração de cada um de meus netos.


 Isabel C S Vargas - Pelotas/RS/Bras

TEXTO 130/2016/ CIRANDA NESSE INSTANTE...

Nesse Instante...

Quando todos foram embora,
Voltei para meu quarto silencioso.
Nesse instante, percebi o ninho vazio.
Poderia chorar, sentir-me só,
Entretanto, tomou conta de mim
Uma sensação de dever cumprido.
Todos voam com suas próprias asas.

Isabel C S Vargas

22.06.2016

MEU TEXTO EM REVISTA EISFLUÊNCIAS JUNHO 2016

SEGURA A MINHA MÃO, POR FAVOR!
Por Isabel C S Vargas  
 Já participei de entidades sociais e filantrópicas que desenvolvem atividades durante o ano, em datas festivas, comemorativas.
Visitamos instituições que abrigam idosos, assim como fomos a hospitais, escolas públicas. No caso em questão o que desejo relatar é a situação dos idosos nestas casas abrigos que visitamos. Elas são de diferentes tipos considerando o poder aquisitivo das famílias que colocam os idosos nestes locais.
Observar idosos bem instalados, em quartos individuais, com boa alimentação, higiene, com atividades diversificadas é muito satisfatório, porém o mais relevante de tudo isso é a presença da família junto a eles.
Há casos de pessoas que os colocam lá por não terem espaço, por não poderem cuidar deles por trabalhar o dia inteiro e acreditar que ali é o lugar onde serão bem cuidados, terão acompanhamento durante o tempo integral. As intenções são relevantes. E aqueles que acreditam nisso e amam os seus idosos os visitam regularmente, com eles convivem, passeiam e mantém fortes vínculos. Estes laços são importantes para a qualidade de vida do idoso e para sua saúde mental.
O que não podemos ignorar é que, em contrapartida, existem outros casos, e não são poucos, de pessoas que colocam as pessoas em locais que mais parece depósito de idosos, por não terem bom relacionamento afetivo com eles, por não os amarem o suficiente para despenderem o tempo necessário que eles necessitam.
 
Esquecem coisas básicas como gratidão, amor, troca, esquecendo de tudo de bom que podem receber com a troca afetiva realizada com estas pessoas.
Já ouvi relatos de pessoas que foram largadas nos asilos e cuja família desapareceu, nunca mais os procurou e por mais que a instituição os procure é tudo em vão.
Estas pessoas são carentes de afeto, de carinho familiar, vivências que gratificam e lhes mostre o quanto são amados.
Ao entrarmos em contato eles parecem implorar atenção, carinho, quando ainda interagem com as visitas de forma natural. Parecem pedir, segure minha mão, faça um carinho, me dê um abraço bem apertado.
Conversei com pessoas lúcidas, inteligentes, que tinham necessidade de conversar, falar de si. Foi muito gratificante este momento reforçando fortemente minha convicção pessoal de que lugar de idoso é com a família, convivendo com respeito, com zelo, carinho.
Há outros que a tristeza já se alojou de maneira definitiva passando a deixá-los em apatia profunda, desligados de tudo e de todos, vivendo como autômatos, sem prazer e sem alegria. Na realidade, tornaram-se pessoas depressivas por não terem laços fortes com aqueles que os circundam, por não terem familiares, filhos, netos, parentes outros que lhes passe a sensação de valor, de serem importantes para alguém. Vivem como ilhas isoladas.
É comum a depressão instalar-se por estes fatores, abandono, falta de amor, isolamento. Para reverter, seria necessário tratamento terapêutico, medicamentoso, atenção e amor.

Isabel C S Vargas
Pelotas - RS - Brasil
http://isabelcsv3.blogspot.com.br/

REVISTA eisFLUÊNCIAS DE JUNHO 2016/ 41ªEDIÇÃO/ÍNDICE

Junho de 2016
Ano VI - Número XVI

ÍNDICEPor ordem alfabética
(CLIQUE NO Nº DE PÁG)
AUTORES
 AUTORESPág
Aguinaldo Loyo Bechelli01 José Gilar Martínez 34
AlbertoCohen01  José Hamilton da Costa Brito 35
Aldo Moraes 01 José Hilton Rosa35
Alfredo dos Santos Mendes 02 
José Ribamar Bessa Freire 
36
Alfredo Pérez Alencart02 
Juan Benito Rodríguez Manzanares 
36
Álvaro Danjo Reis 03 Jussara Zanatta 37
Amélia Luz 03 Karen Oliveira 37
Amilton Maciel Monteiro
04 Larissa Alves Marzinek  38
Ana Cristina Souto 04 Leticia Elisa Furtado Simões Coelho 38
Ana Rosa 05 
Lilian Rose Marques da Rocha 
39
Anabela Gaspar Silvestre 05 Lúcio Reis 39
André Anlub 05 Lufague 40
Anna Ribeiro 06 Luiz Carlos Rodrigues da Silva, Prof. 40
Antonio Cabral Filho 06 Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros 41
António D'Araújo 07 Luiza De Marillac Bessa Luna Michel 41
António Justo 
07 Magno Guedes Rodrigues 42
Antonio Paiva Rodrigues 08 Manoel Virgílio Cortes 42
 António Zumaia08 Manuel Gonzalez Alvarez 43
Benevides Garcia 09 Manuel J.F.D. de Sousa 43
Carla Cristina de Oliveira Gomes 
09 
Mara Narciso 
44
Carlos Costa 10 Marcia Portella 44
Carlos Lúcio Gontijo 10 Marcos Antônio Lima 44
Carmen Lúcia Hussein
11 Margarida Piloto Garcia 45
Carmo Vasconcelos  11 Maria Aparecida Felicori {Vó Fia} 45
Carolina Ramos 12 Maria Olga de Oliveira Lima 46
Cecy Barbosa Campos 12 Maria Petronilho 46
Ceres Marylise Rebouças 13 
Maria Thereza Neves 
47
Cláudio Dortas Araújo 13 Marinez Stringheta/Mara Poeta 47
Clevane Pessoa 
14 
Mario Rezende 
48
Clóvis Campêlo14 Marisa Schmidt 48
Danilo Cunha 15 Marta Avalos Ugalde 49
David Matuca 15 Maura Soares49
Deodato Paias 16 Meire Perola Santos 50
Dhiogo J. Caetano 16 Mila Lopes 50
Dioni Fernandes Virtuoso 17 mongiardimsaraiva 51
Dom Moysés Barbosa 
17 Mouzinho do Rosário Narope 51
Eda Carneiro da Rocha - Poeta Amor 18 Nara Pamplona 52
Editt Schimanoski de Jesus 18 
Nicolau Saião 
52
Ednaldo F.Santos 19 Nídia Vargas Potsch 53
Edvânia Ramos 19 Oleg Almeida 53
Efigênia Coutinho 20 Orestes Bonini 54
Elio Mollo 20 
Paulo Nguenha 
54
Elio Moreira 21 Paulo Sérgio Nanni 55
Elisabeth Sekulic 21 Pedro Pires Bessa 55
Eloah Westphalen Naschenweng 22 Pettersen Filho 56
Enio Batista Filipini 22 Raquel Teixeira Leite 56
Eunice Guimarães 23 
Rejane Machado
57
Faustino Vicente 
23 Rita Rocha57
Felipe Aquino, Prof.  24 Ronaldo Werneck58
Fernando Spanghero 24 Rozelene Furtado de Lima58
Francisco Miguel de Moura25 Ruy Serrano 59
Gilberto Lima Siacsa  25 Silas Corrêa Leite59
Gilberto Nogueira de Oliveira 26 Sinval Santos da Silveira60
Henrique Lacerda Ramalho 26 Sonia Andrea Mazza 60
Hilda Persiani 27 Tânia Diniz61
Humberto Rodrigues Neto 27 Tânia Du Bois61
Ilda Maria Costa Brasil 28  Teresinka Pereira62
Isabel C S Vargas 28 There Válio62
Isabel Furini 29 Tonny Cota63
Isabella B. Rios 29 Urda Alice Kluege63
Ivone Boechat 30 Valeria Pisauro64
Ivone Vebber 30 Van Zimerman64
Izabel Eri Camargo 31 Vantuilo Gonçalves65
Jarbas Junior 31 Vera Maria Cândido Sangiorgi65
Jereh Muniz 32 Vera Passos66
João Baptista Coelho 32 W.J.Solha66
João Coelho dos Santos 33 Walter de Arruda67
Jorge Cortás Sader Filho 33 Yanni Tugores 67
José Coelho Maciel 
34 Zeca Araújo68