quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

MEU TEXTO EM CADERNO LITERÁRIO PRAGMATHA 76

Museu

por Isabel C S Vargas (Pelotas / RS)
Edificação que guarda objetos,
Retrata o passado, memórias
Histórias significativas.
Assemelha-se ao cofre
Por guardar tesouros, preciosidades.
A cultura popular costuma denominar
Pessoas idosas de museu.
Lamentável! Fazem chacota 
Desvalorizam o ser que viveu mais.
Geralmente guardam coisas interessantes
Na memória, nas residências, 
Guardam tesouros, história oral
Que deveria ser passada aos mais jovens.
Desperdício de cultura se não é transferida.
Tem gente que guarda mágoas
Quando deveria guardar sorrisos
Abraços, beijos, gargalhadas...
Os cérebros ou o coração?
Seria museu de felicidade
Guardada a sete chaves na memória.
Á única coisa de valor
Que levamos na última viagem.

Caderno Literário Pragmatha 76

Caderno Literário Pragmatha 76

TEXTO 23/2016/ A POESIA SABE,,,


A POESIA SABE...        

Conhecedora do íntimo de cada ser
Sabe das verdades omitidas nas entrelinhas
Das mentiras criadas com maestria
Capaz de o próprio poeta nelas acreditar.

A poesia habita qualquer coração
Mesmo o sem erudição
Com alma repleta de sabedoria
Capaz de ver estrelas nas nuvens.

A poesia dá vida a sonhos
Cria amores dantes impossíveis
Une seres desconhecidos
Forma uma corrente inquebrantável.

A poesia traz felicidade a muitos
Dá alegria aos entristecidos
Àqueles cuja esperança adormecera.
Ela devolve a vida aos desencantados.

A poesia sabe agregar homens e mulheres
Sabe tocar com doçura os corações
Fazer de cada ser mortal frente à vida
Um Deus imortal em cada verso .

Isabel C S Vargas
PELOTAS/RS
27.01.2016

               
               

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

DIPLOMA DE PREMIAÇÃO DA ANTOLOGIA 73


TEXTO 22/2016/ CIRANDA, UM CAFÉ, POR FAVOR

Para um despertar feliz,
Um café bem saboroso
É o pedido certo,
Para iniciar o dia com satisfação.
Acompanhado de um sorriso,
Em qualquer momento, é a bebida
Que traz tranquilidade
E aproxima os amigos.
Aquece a alma, deixando, sempre,
Uma sensação de plenitude.

Isabel C S Vargas

TEXTO 21/2O16/ CONTO/ EM BUSCA DO PERDÃO DA MÃE

                                           




                         EM BUSCA DO PERDÃO DA MÃE

É muito difícil lidar com algumas situações, a de doenças em família é uma delas. Há quem não saiba enfrentar assim como há enfermidades difíceis de serem detectadas, ou difíceis de ser obtido um diagnóstico preciso. Antigamente quando as pessoas idosas apresentavam confusão mental era de imediato tida como esclerosada.
Aldrovando, ou Vandinho era separado e morava com a mãe. Não dava muita importância para o que dizia ser caduquice dela. Era muito festeiro e saía com frequência deixando a mãe sozinha em casa toda a noite. Não sabia o quanto isso a perturbava.
Com o tempo os demais familiares que a cuidavam, levavam a médico, começaram a observar que isso a deixava muito insegura e agitada.
 Ele não se limitava a deixá-la só como em ocasiões que ela repetia por demais as mesmas coisas ele brigava com ela. Uma da filhas se dedicava a cuidar dela e o alertava sobre sua conduta errada.
     Uma noite, ela vai ao apartamento da filha dizendo estar se sentindo muito mal. Elas moravam no mesmo edifício, justamente para a filha ficar próxima e acompanhá-la em suas necessidades. Contou que brigara com Vandinho algumas horas antes.
   Levada ao hospital pela filha, genro e neta os médicos constataram tratar-se de um infarto.
   Ficou no hospital durante três dias e faleceu.
   Ninguém cobrou nada dele. Nada foi dito sobre a briga e sobre o fato de ele não ter paciência para lidar com a mãe que tinha Alzheimer.
   Decorridos alguns meses ele que tinha uma namorada foi morar com ela. Ela também tinha uma mãe idosa que era aparentemente saudável, mas apesar disso a senhora sofreu um derrame. Ela ficou inválida, necessitando de cuidados muito mais intensos, alimentação, medicamentos e higiene, pois não falava nem se movimentava.
    A senhora que o conhecia desde muitos anos e que gostava dele como um filho exigia que todos os cuidados fossem realizados por ele. Durante meses, ele se empenhou em cuidados com a velha senhora, em uma atitude bem diferente da que tivera com a mãe.
     Mais uma vez ninguém falou nada, mas o sentimento de todos era que ele queria expiar a culpa de não ter dado a devida atenção a ela. Isso só ele sabe e, quem sabe ela, onde estiver, mas se meu palpite está certo, ela já o perdoou, afinal, coração de mãe não é capaz de guardar rancor de um filho.
                                      Isabel C S Vargas
                                      Pelotas/RS/Brasil
                                       25.01.2016


REVISTA VIRTUAL CEN 2016 XVI EDIÇÃO - ESPECIAL "PAZ" PORTAL CEN - "CÁ ESTAMOS NÓS" JANEIRO DE 2016




REVISTA VIRTUAL CEN 2016
XVI EDIÇÃO - ESPECIAL "PAZ"
 PORTAL CEN - "CÁ ESTAMOS NÓS"
JANEIRO DE 2016

Aos Escritores do Portal CEN – “Cá Estamos Nós”, colaboradores e leitores desejamos que a PAZ esteja sempre presente nos vossos corações. Sinceros agradecimentos pela participação de todos. Portal CEN – “Cá Estamos Nós” , Centro Cultural Maria Beatriz e seus Assessores.

AUTORES E COLABORADORES CEN



Revista Virtual ESPECIAL "PAZ", 
organizada por Maria Beatriz Silva
Assessora do Intercâmbio Cultural CEN
Idealizador, Carlos Leite Ribeiro, Presidente do Portal CEN - Portugal 
Parceria: Centro Cultural Maria Beatriz - Laje do Muriaé (RJ) - Brasil













ISABEL C. S. VARGAS
 Pelotas(RS) - Brasil

"O MEU SONHO DE PAZ”

Não é sonho inatingível,
Basta que as pessoas queiram,
Que se conscientizem,
Assim os males serão banidos aos pouco.
Crianças nascendo com amor
Em famílias estruturadas
Com oportunidades de vida digna a todos.
Desenvolvimento, saúde e educação.
Valorização da pessoa humana,
Respeito à vida, aos animais, à natureza.
Todos fazendo sua parte,
Acabam os conflitos,
Desaparece o desamor
Some a ambição desmedida.
Um ambiente de paz universal se instaura
A partir do coração
Do desejo e da vontade
De cada ser humano do planeta.

Isabel C S Vargas 

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ATITUDE, JUSTIÇA E PAZ.
Isabel C. S. Vargas 

                Creio que todo cidadão consciente e comprometido com a melhoria da qualidade de vida da comunidade na qual está inserido, se questiona sobre qual poderá ser sua contribuição ou em que deve mudar.

               Dá para perceber que só bons propósitos não bastam para acabar com as guerras, com a violência, com as drogas, com o abandono de determinadas regiões, com a crise econômica que atingiu segmentos dantes supostamente inatingíveis.

É preciso que cada um cuide do que lhe cabe com mais afinco, que não negligencie seus deveres, inclusive aquele de fiscalizar as ações de quem elegeu para ver se o mesmo merece ser reeleito ou não. É passo a passo que caminhamos. Com paciência e perseverança.

                      De minha parte, desejo menos crianças nas esquinas, pedindo esmolas, dormindo nas ruas, disputando comida com os cães, revirando lixo, consumindo drogas, progredindo na escola do crime.

                      Mais vagas nas escolas públicas, onde haja ensino qualificado, com professores bem remunerados, que lhes garanta possibilidade de competir em igualdade com alunos das escolas particulares, que não são as vilãs da história, apenas preencheram uma grande lacuna.

                      Mais oportunidades de trabalho para os jovens, que não fiquem só "estagiando" regular ou irregularmente.

                     Mais investimento nas regiões mais pobres, mais trabalho, mais possibilidade de desenvolvimento e auto-sustentação. Trabalho confere dignidade, elevação da autoestima.

                    Menos segmentação; se a Constituição fosse cumprida, se as leis vigentes respeitadas, os Estatutos cumpridos, não haveria necessidade de mais estatutos. Já temos o da Criança e do Adolescente e o do Idoso (que continuam a penar com proventos irrisórios, com o malfadado fator previdenciário a diminuir os valores de aposentadorias na medida em que aumenta a expectativa de vida de modo que até quem o criou ou foi favorável até já se arrependeu, pois pode resultar em prejuízo eleitoral vindouro) e agora já se fala  no tal Estatuto da Juventude. Quantos estatutos mais pretendem criar?

                     O importante é tirar do papel o que está só no papel e passar à execução.
Criem-se mais escolas, mais centros esportivos, menos prisões.
Que o Estado cumpra seu dever. Hoje, não fosse o empenho das ONGS, da sociedade civil, de profissionais valorosos o caos estaria estabelecido em muitos locais, com relação à saúde, segurança, fornecimento de medicamentos.
Desejo, resumindo, que cada um faça sua parte (que cuide da família, dos animais, do meio ambiente, cumpra seu dever no trabalho, estenda a mão para auxiliar, dentro de suas possibilidades, que seja generoso) para poder com mais legitimidade cobrar de quem não o faz.

                    Não adianta falar do político que não trabalha, se falta o seu trabalho sem motivo, falar dos gastos em excesso, se desperdiça água, energia elétrica, da sujeira das ruas, se joga lixo na rua, ou não limpa o jardim de casa, falar dos espertalhões se também quer levar vantagem.

                    Para uma sociedade mais justa, é necessário  mais consciência, mais honestidade, mais justiça, fraternidade e atitude que promova a paz social.

Isabel C S Vargas



http://caestamosnos54.blogspot.com.br/2016/01/revista-especial-paz-2016-portal-cen-ca.html