quarta-feira, 16 de outubro de 2019

ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS 179/ CBJE

                                           
                                                        POETAS JÁ SELECIONADOS

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 Adélia de Oiiveira Campos (26/04/1969) - Ribeirão Preto / SP
Professsora
Poema: Andrajos


 Alberto Magno Ribeiro Montes (18/04/1953) - Belo Horizonte / MG
Aposentado
Poema: A pedra


 Aldo Martin Sotero (20/03/1943) - Petrópolis / RJ
Jornalista aposentado
Poema: Velho passado


 Aliomar Costa (13/04/1955) - São Paulo / SP
Técnico em Transportes
Poema: Que papo é esse?


Claudia Fontenele Alves da Silva (11/11/1967) - Águas Claras / DF
Professora
Poema: Quando o silêncio fala


 Fernando Jorge de Araujo Aguiar  (10/07/1950) - Recife / PE
Aposentado
Poema: Haicais XXVIII


 Francisco Martins Silva  (10/12/1974) - Uruçuí / PI
Professor
Poema: Oh, que belas crianças!


 Gelcio de Barros Sormani  (13/12/1970) - Brasília / DF
Professor
Poema: Infausto destino


 Isabel Cristina Silva Vargas  (26/11/1951) - Pelotas / RS
Aposentada Serv. Público - Advogada
Poema: A amizade

http://www.camarabrasileira.com.br/apol179-012.html

 Ismar Carpenter Becker  (4/06/1952) - Rio de Janeiro / RJ
Professor
Poema: A arte de perder


 Iza Engel  (23/09/1945) - Quatro Barras / PR
Professora aposentada
Poema: Viana do Castelo


 Jaídson Gonçalves  (24/01/1985) - Campos dos Goytacazes / RJ
Engenheiro Agronômo
Poema: Um gole


 Neusa Bridon dos Santos Garcia  (2/09/1941) - Gaspar / SC
Secretária - Aposentada
Poema: Ubuntu


 Neuza Maria Rodrigues (28/11/1956) - Cabo Frio / RJ
Contadora aposentada
Poema: Excluindo

 Péricles Rogério Fernandes Martins (22/09/1977) - Araras / SP
Auxiliar geral
Poema:Vida vivida


 Rita de Cassia Gimenes   (1º/04/1981) - Florianópolis
Nutricionista
Poema: Os bufões da democracia


Raulina Armando Feitosa (3/11/1971) - Brasília / DF
Servidor público
Poema: Ávida por ti


 Romilton Batista de Oliveira  (15/12/1965) - Itabuna / BA
Professor / Doutor em Cultura e Sociedade
Poema: Casulo da verdade


 Teca Queiroz   (17/05/1969) - São Paulo / SP
Babá
Poema: Festa em São Paulo


Zilene de Araújo (15/02/1970) - Imperatriz / MA
Professora
Poema: Nossos deuses





http://www.camarabrasileira.com.br/pc179.html

terça-feira, 15 de outubro de 2019

POEMAS DO AMOR MAIOR / CBJE



                                                        POETAS JÁ SELECIONADOS


________________________________________________________________ <
 Alberto Magno Ribeiro Montes  (18/04/1953) - Belo Horizonte / MG
Aposentado
Poema: Um homem


 Aldo Martin Sotero (20/03/1943) - Petrópolis / RJ
Jornalista aposentado
Poema: Terrapleno


 Aliomar Costa (13/04/1955) - São Paulo / SP
Técnico em Transportes
Poema: Levitando e flutuando


Avelino Cordeiro de Assis (7/12/1965) - Londrina / PR
Técnico de Contabilidade
Poema: Laura


Claudia Fontenele Alves da Silva (11/11/1967) - Águas Claras / DF
Professora
Poema: Crucificado


 Francisco José Nascimento  (24/08/1956) - Brasília / DF
Servidor Público Federal - Incra
Poema: Maior


Henrique Simão de Toledo (13/02/1954) - Uberlândia / MG
Funcionário público
Poema: Raso sonho


 Isabel Cristina Silva Vargas  (26/11/1951) - Pelotas / RS
Aposentada Serv. Público - Advogada
Poema: Palavras

http://www.camarabrasileira.com.br/amormaior19-007.html

 Ismar Carpenter Becker  (4/06/1952) - Rio de Janeiro / RJ
Professor
Poema: Ampulheta da vida


 Jaídson Gonçalves  (24/01/1985) - Campos dos Goytacazes / RJ =
Engenheiro Agronômo
Poema: O observador


 Josete Maria Vichineski  (11/10/1957) - Ponta Grossa / PR
Professora aposentada
Poema: Apaixonado


Lincoln de Abreu Figueira (16/07/1973) - Cuiabá / MT
Técnico agrícola
Poema: Mãos sem obras


 Rita de Cassia Gimenes   (1º/04/1981) - Florianópolis
Nutricionista
Poema: Transplante


 Romilton Batista de Oliveira  (15/12/1965) - Itabuna / BA=
Professor / Doutor em Cultura e Sociedade
Poema: Amor contraditório


Wellington Biscaine Fraga (13/02/1964) - Paty do Alferes / RJ
Professor
Poema: Enfim, você!






http://www.camarabrasileira.com.br/poemasdoamormaior19.html

TEXTO 88/2019 /VIDAS


                                                                VIDAS

Durante a infância e a adolescência ouvia o que contavam sobre ela, minha tia pelo lado paterno. Falecera quando eu ainda era bebê. Não tinha nenhuma lembrança. Dizem que gostava muito de mim, o que não significa muito pois quem não gosta de bebês? Ainda  mais sendo uma pessoa  boa e amada por  todos  como alardeavam.
Quem mais falava nela era minha mãe. Ressaltava sua bondade, suas qualidades morais, sua simpatia. Falecera aos vinte e três  anos, creio que de uma doença  sem controle na época-tuberculose - era professora e seu passamento fora uma tragédia  familiar.
Não  sei o porquê, durante muitos anos pensava que morreria aos vinte e três  anos como minha tia. Quando completei vinte e quatro fiquei muito feliz por minha premonição  não  ter se concretizado.
A vida  seguiu normal ,depois dessa idade. Casei, tive filhos, neta antes dos cinquenta anos, mas algumas coisas vinham à minha cabeça, sem conseguir entende-las. Escrever hoje, ainda é uma forma de buscar
significados, estabelecer relações.
Meu pai faleceu quando eu tinha uma filha  e estava grávida  da segunda, mas ele não  ficou  sabendo por estar em início de gravidez. Não tínhamos uma boa relação. Ele fumava, bebia, e tinha gênio explosivo. Certa vez, percebi que nesse  quesito nos parecíamos.
Muitos anos após  sua morte, minha tia , irmã  dele, e minha madrinha de crisma me disse que ele tinha muito orgulho de mim. Mencionou o quanto chorou na minha formatura na faculdade, o que eu desconhecia. Eu me formei com vinte e três anos.
Tive amigas, conhecidos que perderam seus filhos o que me deixava  arrasada por considerar o que de mais trágico possa ocorrer na vida.
Confesso que uma vez veio à  minha mente a seguinte interrogação : E quando chegar a minha vez?
Quando meu filho se formou na Universidade e vi seu quadro pronto, achei sua foto tão  esmaecida que o meu pensamento foi: -Parece que ele está  indo embora.
Uma ocasião, uma pessoa que edita livros fez um projeto para um livro meu e ao olhar  a capa tive um choque  pela sensação  de perda que me causou:
A foto  era do mar e uma gaivota se distanciando no céu.
Não  me animei nem a contar para meu filho.
São  situações que para quem está  de fora devem parecer desconexas. Loucuras, talvez.
Pois bem, perdi meu  filho em um acidente de carro, quando ele tinha vinte e três  anos e era professor, assim como minha falecida tia , mais de cinquenta anos atrás. 
Fico me perguntando se não  passei a vida toda sentindo o que iria  acontecer,
e por isso fiquei tão desesperada quando engravidei dele, sem uma explicação  racional para  tal.
A impressão que tenho é  que ele também  sentiu que partiria.
Desejou festejar seu aniversário, um mês antes, reunindo a família e amigos em nossa casa. Não quisemos fazer por meu marido andar muito cansado na época. Então, jantamos fora e ele se reuniu aos amigos em outro local.
No dia de seu passamento ele desejou passar sua senha bancária  para a namorada e ela se recusou. Ele ainda alegou  que poderia ser necessário.
Fragmentos de memória  que permanecem soltos em meu pensamento e no coração os quais eu tento, desesperadamente, juntar para obter uma explicação que eu não sei se existe.
Outra linha de pensamento, deixando a anterior de lado, penso que ele veio me dar o mesmo orgulho que meu pai teve de mim que também  era professora no início  da carreira e me formei, como já citei, aos vinte e três anos.
Terei essas respostas algum dia? Há essa conexão que tento estabelecer ou é simples coincidência?


Isabel C S Vargas
15 10 2019


TEXTO 87/2019 / MENSAGEM DO CÉU



MENSAGEM DO CÉU

Pássaros devem viver soltos
Mantê-los presos é doloroso.
Deixá-los na natureza é gratificante.
Nos proporcionam belezas.

Alimento-os diariamente
Coloco sua ração em frente à casa
Fico à espera do bando que desce
Em alegre algazarra como crianças.

Também alimento muitas pombas
Que se aninham nos telhados no fundo.
Bem-te-vi pega ração dos cães
E todos fazem seus lanches faceiros.

Mais uma vez fui surpreendida
Com um novo e inusitado ninho.
Ao abrir a caixa do correio
Saiu a voar um pequeno pardal.

Mensageiro de boas novas
De pequenos prazeres da vida
Que se renovam constantemente
Ao viver em comunhão com a natureza.

Isabel C S Vargas
14.10.19


sexta-feira, 11 de outubro de 2019

PUBLICAÇÃO DIÁRIO DA MANHÃ 42/2019/ÀS VEZES

ÀS VEZES



Relembro coisas do passado
Que me fazem sorrir de alegria,
Compensando as mazelas vividas
Após tua partida inesperada.

Às vezes

Sinto imensa tristeza por tua ausência 
e me desespero com isso. Choro.
Não aceitar o inevitável é tolice. 
Permanecer no passado imobiliza.

Às vezes

Tenho momentos de aceitação 
e meu coração se acalma.
É a força da fé e o poder de superação
Que me fazem ser resiliente e viver.

Isabel C S Vargas 

PUBLICADO NO DIÁRIO DA MANHÃ/PELOTAS/RS
DATA: 2019.10.11/SEXTA-FEIRA/ PÁGINA 15